Sem surpresa


Ontem o Blog Dragões Azuis, via facebook, perguntou aos seus leitores quem é que eles achariam que seria o árbitro eleito para arbitrar o 5lbenfica x FC Porto desta sexta-feira. Nós avançamos com o nome do benfiquista Pedro Proença. E não é que é mesmo ele? Qualquer dia vão buscar o Barbas para arbitrar os jogos dos menstruados. O ano passado o árbitro da AF Lisboa esteve num jogo que jamais será esquecido por todos os portistas, os 5-0 no Dragão! Curiosamente, o jogo na Luz (mais um jogo épico), foi igualmente arbitrado por um homem da 2ª circular, de seu nome Duarte Gomes.

Como também já não é surpresa nenhuma, o controlo antidopagem fez uma visita ao Olival para testar os nossos jogadores, algo que já tem vindo a ser habitual em semanas de clássico.

Novamente líderes!

Após ter perdido a liderança do Campeonato algumas jornadas atrás, tendo inclusivé estado a 5 pontos dos menstruados, o FC Porto está novamente no seu eterno lugar, na posição a que está habituado. Em duas semanas os Dragões recuperaram o trono e espera-se que seja assim até ao final desta época.

34mil espectadores no Estádio do Dragão presenciaram o jogo que voltou a dar a liderença do Campeonato, num jogo em que os Dragões só derrubaram a muralha defensiva do Feirense na 2ª parte. Na 1ª parte faltou atitude, faltou organização e acima de tudo, ambição em ganhar. O momento chave do jogo acaba por ser a expulsão do capitão Luciano, que agarrou Janko na grande área. Hulk na conversão da grande penalidade voltou a falhar, repetindo o que lhe aconteceu em Olhão.

James que entrou no decorrer da 1ª parte, por lesão de Varela, fez a assistência para Maicon que de cabeça bateu o guarda-redes Paulo Lopes, abrindo assim o caminho da vitória azul e branca. O 2-0 acaba por surgir poucos momentos depois, James Rodriguez voltou a ser protagonista, desta vez como marcador do golo, embora tenha tido a felicidade da bola ter embatido no jogador do Feirense. A diferença de dois golos deu maior tranquilidade aos portistas, permitindo fazer a natural gestão de jogo, visto que sexta-feira há um jogo bastante importante no Estádio sem Luz, e ainda a agravante de alguns jogadores terem que representar as suas selecções poucos dias antes. O colombiano James Rodriguez é a principal preocupação, onde tudo indica que não chegará a tempo para defrontar o 5L Benfica.


FICHA DE JOGO

FC Porto-Feirense, 2-0
Liga, 20.ª jornada
26 de Fevereiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 34.229 espectadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Árbitros assistentes: Luís Ramos e Pais António
Quarto árbitro: André Gralha

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e Varela
Substituições: Varela por James (29m), Sapunaru por Djalma (66m) e João Moutinho por Defour (77m)
Não utilizados: Bracali, Rodríguez, Alex Sandro e Otamendi
Treinador: Vítor Pereira

FEIRENSE: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano (cap.) e Serginho; Sténio e Cris; Miguel Pedro, Hélder Castro e Diogo Cunha; Buval
Substituições: Miguel Pedro por Bamba (71m), Diogo Cunha por Fonseca (77m) e Cris por Thiago Freitas (85m)
Não utilizados: Douglas, Anderson, Stopira e André Fontes
Treinador: Quim Machado

Ao intervalo: 0-0
Golos: Maicon (67m) e James (72m)
Cartão amarelo: Miguel Pedro (42m), Hélder Castro (44m), Fonseca (78m)
Cartão vermelho: Luciano (57m)

FC Porto vs Feirense - 11 inicial

O FC Porto "vai jogar para ganhar e vai ganhar" a partida contra o Feirense (domingo, 20h15). É esta a convicção de Vítor Pereira e da equipa campeã nacional, nas vésperas de "mais um jogo fundamental" na corrida pela revalidação do título.

O jogo com o Feirense surge numa altura em que os Dragões recuperaram pontos para o líder. Como perspectiva esta partida?
É um jogo fundamental para nós. Sabemos que temos de conquistar os três pontos, se possível com um bom jogo. Esta é uma equipa que em sua casa nos subtraiu dois pontos, por isso temos de estar concentrados e no máximo das nossas capacidades e potencial para vencer o jogo.

As estatísticas valem o que valem, mas o FC Porto nunca perde duas vezes consecutivas. Responde sempre bem. Que imagens guardam os jogadores do último jogo?
Relativamente ao jogo com o Manchester City recusamos fazer o papel de coitadinhos, porque não o somos nem o fomos. Jogamos com os nossos argumentos, com a nossa qualidade, jogamos com bola, como gostamos, a dominar, a criar ocasiões de golo. Não houve um FC Porto a jogar diferente do que é habitual, foi um FC Porto igual a si próprio, que defrontou uma equipa forte. Também quero dizer que não somos uma equipa que vive de vitórias morais, nem gostamos delas. Neste clube vive-se e aceitam-se vitórias concretas, é essa a nossa forma de estar. Recusamo-nos a aceitar e a deixar-nos enganar pelos que querem resumir a eliminatória ao resultado final das duas mãos, à diferença de golos. Foi de facto uma eliminatória em que o resultado final não orgulhou, em que foi demasiado pesado. Mas fizemos no primeiro jogo 10-15 minutos muito bons, em que num erro nosso o City fez o golo. O Manchester City apresentou-se a jogar no nosso erro, de forma cínica, e foi feliz. Na segunda mão tivemos aquela infelicidade logo aos 20 segundos mas assumimos o jogo e quisemos ir atrás do resultado e da eliminatória. É natural que por todo o esforço, e com a expulsão, os dez minutos finais se tenham desenrolado daquela forma. Quem se quiser enganar e quiser enganar as pessoas focando-se só no resultado pode fazê-lo, mas a nós não enganam. Sabemos o que fizemos bem e o que não podemos voltar a fazer. Não saímos como coitadinhos. Nunca o fomos.

Ficou surpreendido com a recepção dos adeptos no aeroporto? Era o que a equipa precisava?
O FC Porto tem adeptos muito exigentes, mas eles também sabem dar valor quando a equipa se entrega de corpo e alma. Foi o caso.

Ficou satisfeito com a prestação de Alex Sandro nestes dois jogos? Hulk está a corresponder?
Normalmente não individualizo. O futebol é um jogo colectivo e eles respondem enquanto equipa. Em termos gerais gostei do comportamento da equipa nestes jogos.

Que comentário faz à declaração de Paulo Bento, quando diz que FC Porto e Benfica não têm de se preocupar com o estado em que vão chegar os convocados para a selecção?
Tenho o máximo respeito pela selecção nacional e pelo seleccionador, mas quero ver a minha equipa totalmente concentrada no Feirense, no que é um jogo fundamental para nós. Quero falar sobre esse jogo.

O Feirense foi a primeira equipa a tirar pontos ao FC Porto. Acha que isso pode voltar a acontecer, mesmo sendo o jogo no Dragão?
Não pode voltar a acontecer. Não podemos perder pontos. Temos de ganhar e vamos jogar para ganhar e vamos ganhar. Não podemos perder meio ponto, sequer.

Sobre a questão disciplinar, que tanto tem afectado os centrais e o força a mudar a equipa. Tem explicação?
Uma equipa como a nossa gosta de jogar com bola e é agressiva quando perde o esférico. Essa agressividade está patente no nosso trabalho diário e não posso criticar os jogadores quando fazem o que lhes é pedido, o que é treinado. Não falo dos cartões amarelos criados por palavras ao árbitro, como é lógico, esses condeno. Já conversamos sobre isso cá dentro, temos de o evitar. Agora, quanto aos cartões provocados pela exigência do jogo, pela resposta aos lances do jogo, pela agressividade na procura da bola, na recuperação de bola, não tenho nada a apontar.

Ver André Villas-Boas ao lado de Pinto da Costa, em Manchester, incomodou-o?
Já disse mais do que uma vez que o André é meu amigo. Fiquei contente por tê-lo lá, por revê-lo. É um amigo e um adepto fervoroso do FC Porto. Sei que estava a torcer por nós e pelos nossos objectivos. Porque haveria de me incomodar com a presença de um amigo?

Ficou satisfeito com a derrota do Benfica em Guimarães?
Isso é um problema do Benfica, não nosso. No nosso campeonato sabemos bem o que queremos. Queremos o título e vamos atrás dele com todos os nossos argumentos, com tudo o que temos.

Com a eliminação da Liga Europa a equipa está apenas concentrada no campeonato. É uma vantagem?
Gostaríamos de estar em todas as provas, como é lógico. Temos que assumir as nossas responsabilidades. Infelizmente não foi possível continuar em prova. Agora temos o campeonato, que foi sempre o nosso maior objectivo, o objectivo fundamental da temporada, e vamos procurar concretizá-lo. Na Taça da Liga igual. Vamos querer ganhar as competições onde estamos inseridos.

O FC Porto agora depende de si próprio no campeonato nacional. Promete aos adeptos que vai ser campeão?
Não podemos prometer isso, ninguém pode. O que podemos prometer, e prometemos, é que vamos fazer tudo ao nosso alcance no sentido de revalidarmos o título e darmos essa alegria aos adeptos. Tudo faremos.

Qual é a melhor equipa portuguesa neste momento?
Já em temos respondi a essa questão. Não é algo que se possa avaliar levemente. Mesmo no ano passado, com a época fantástica que fizemos, quando ganhamos tudo, tivemos momentos menos bons, em que valeu o esforço e a atitude para ganharmos alguns jogos.

Não ter James para o clássico preocupa-o?
Ele chega a tempo do jogo. A questão será mais em que condições chega. Teremos de avaliar o estado do jogador quando nos chegar às mãos, mas na data do jogo ele vai cá estar connosco. Decidiremos nessa altura se é utilizado ou não. Depende das condições que apresentar.
IN: Site oficial FC Porto

O que falta ao FC Porto 11/12

Raça, paixão, dedicação, espírito de sacrifício, amor à camisola, ambição, devoção, amor, querer, força de vontade, espírito de grupo e acima de tudo... Mentalidade guerreira.

Só assim chegaremos ao Bi-Campeonato. Eu acredito... Pra cima deles Porto!

O quarteto defensivo

Ao longo de toda esta época 2011/2012 o quarteto defensivo dos Dragões tem variado constantemente. O primeiro jogo do Campeonato começou com a defesa a ser composta por Sapunaru - Otamendi - Rolando - Fucile. Com o regresso de Álvaro Pereira às competições, este passou a ser o defesa-esquerdo, mandando Fucile para o banco. As jornadas foram se passando e são raras as jornadas em que a defesa se tenha mantido, tendo Vítor Pereira apostado em Mangala para central, Maicon para central e mais recentemente para lateral-direito adaptado. Sapunaru foi desaparecendo, tendo mesmo deixado de ser opção, até que desde o jogo frente ao Vitória de Setúbal voltou a ser opção.

No mercado de inverno, saiu Fucile e entrou Danilo. O lateral brasileiro (ex-Santos) veio colmatar um lado carente do nosso plantel, visto que o nosso treinador optou em vários jogos por usar um central adaptado a lateral. Infelizmente com a lesão do Danilo no jogo frente ao Manchester City, o lado direito foi ocupado por Sapunaru em Setúbal e Maicon em Manchester. Na minha opinião, o sector defensivo devia ser composto por este quarteto:

Danilo, sem dúvida o melhor lateral-direito do plantel e o que melhor segurança/qualidade dá à nossa equipa. Apesar do pouco tempo que jogou, demonstrou que tem bastante qualidade, jogador forte fisicamente e de passada larga, dando sem dúvida uma nova dinâmica ao corredor direito azul e branco. Face à ausência de Danilo por lesão, Sapunaru é a melhor solução possível para o lado direito.

Alex Sandro, mais um jogador ex-Santos veio fazer concorrência a Álvaro Pereira para o lado esquerdo da defesa. Custou 9M€ e até há umas semanas tinha feito um único jogo, frente ao Pêro Pinheiro, a contar para a Taça de Portugal. Ainda não tem a qualidade que Álvaro Pereira já demonstrou ter, mas esse parece ter a cabeça no outro sítio e está uns furos bem abaixo do rendimento que teve na época transacta. É necessário que Alex Sandro comece a jogar, que tal como o Danilo, também já demonstrou ter um futuro promissor.

Rolando e Maicon, de momento são para mim os dois melhores centrais que o Futebol Clube do Porto tem ao seu dispôr. Rolando embora nunca tenha mostrado ter um nível acima da média, é um central que cumpre o seu papel, tendo já bastante experiência no eixo defensivo azul e branco. Quanto a Maicon, que precisará ele de fazer mais para ir para o seu lugar de raíz? Teve um ínicio de época bastante irregular, gerando várias críticas por parte dos adeptos. A sua adaptação ao lado direito fez torná-lo um jogador mais maduro, dando tudo por tudo pela equipa, ao contrário de muitos outros jogadores que o FCP tem. É provavelmente o único jogador que valorizou na era Vítor Pereira, visto que muitos outros tendem a desvalorizar, como Hulk e Álvaro Pereira. Mangala também me parece ser uma boa opção no futuro, embora aquela frase de dizer que o FC Porto é um trampolim para ir para outras paragens ainda me estar aqui atravessada. Otamendi tem de ser despachado. Vedetas mimadas não sem bem-vindas ao nosso clube.

Resultado ingrato


Como já se previa, o FC Porto disse adeus permaturamente à Liga Europa, sendo derrotado por umas das melhores equipas da actualidade por quatro golos sem resposta. O FC Porto entrou muito mal na partida, um erro de Otamendi nos segundos iniciais fez com que Kun Aguero adiantasse a equipa da casa no marcador.

Ao contrário do que esperava, os Dragões não perderam a cabeça e tiveram enorme atitude ao longo da partida, faltando claramente um ponta-de-lança para dar a finalidade necessária às jogadas. Na 2ª parte os azuis e brancos carregaram sempre a equipa do City, mas em vão. A cerca de 15min do fim surge o 2-0 que matou completamente o jogo e a equipa do FC Porto.

Em suma, foi um resultado bastante ingrato mas o futebol é mesmo assim. De destacar a atitude dos nossos jogadores, que tirando alguns erros defensivos e o 2º golo que matou o jogo, estiveram incansáveis em busca de uma vitória histórica em Inglaterra.

Uma vénia para todos os adeptos do FC Porto presentes em Manchester, enormes no apoio à equipa!


FICHA DE JOGO

Manchester City - FC Porto, 4-0
Liga Europa, 16-avos-de-final, 2.ª mão
22 de Fevereiro de 2012
Estádio Cidade de Manchester, em Manchester
Assistência: cerca de 40 mil espectadores

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Árbitros assistentes: Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel
Quarto árbitro: Marco Fritz
Árbitros assistentes adicionais: Florian Meyer e Deniz Aytekin

MANCHESTER CITY: Hart; Richards, Kompany (cap.), Lescott e Clichy; De Jong e Barry; Silva, Yaya Touré e Narsi; Aguero
Substituições: Barry por Milner (78m), Nasri por Dzeko (69m) e sdf por dfd (88m), Aguero por Pizarro (80 m)
Não utilizados: Pantilimon, Zabaleta, Savic e Balotelli
Treinador: Roberto Mancini

FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Hulk (cap.) e James
Substituições: Otamendi por Sapunaru (63 m), Varela por Rodríguez (63 m), James por Defour (80 m)
Não utilizados: Bracali, Tomás, Djalma e Kléber
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-0
Golos: Aguero (1 m), Dzeko (76 m), Silva (84 m), Pizarro (86 m)
Cartão amarelo: Rolando (14 e 76 m), Lucho González (14 m), Otamendi (27 m), João Moutinho (30 m), Toure (67 m)
Cartão vermelho: Rolando (76 m)

2 pontos



Com a derrota do 5LBenfica em Guimarães, o Futebol Clube do Porto depende só de si para revalidar o título, tendo agora uma desvantagem de 2 pontos para o clube da segunda circular.


Quero dizer com isto que, apesar desta época menos conseguida do FC Porto, de termos um treinador sem pulso firme, de termos um balneário minado, de termos começado a época sem um ponta-de-lança que garantisse golos e da política de contratações do FC Porto ter fugido à normalidade (comprar 2 defesas por quantias exorbitantes para depois não jogarem), a nossa equipa já está perto do lugar a que está habituado. Pelos vistos um FC Porto quanto baste é suficiente para lutar taco-a-taco frente ao denominado pela imprensa sulcial de "superbenfica". Imparáveis dizem eles.

Como li hoje na internet e passo a citar "Quando somos bons, somos devastadores. Quando somos maus, somos q.b." Bicampeonato, eu acredito!

Janko abre o caminho para o triunfo


Depois de uma derrota por 1-2 diante do Manchester City, o FC Porto voltou às vitórias (a 2ª seguida no Campeonato), reduzindo assim a desvantagem para 2 pontos do Benfica, que tem menos uma partida e defronta amanhã o Vitória SC.

A grande novidade para este jogo no 11 inicial foi a inclusão de Sapunaru no lado direito. Os Dragões chegaram cedo ao golo, Moutinho cruza para Janko que sem oposição faz o 0-1 de cabeça. A meio da 2ª parte os azuis e brancos chegaram ao 2º golo, Amoreirinha faz um mau passe que Hulk aproveita da melhor maneira para assistir Fernando.

A 2ª reservou-nos um Porto bem mais tímido, mais passivo e com menos atitude. Jogo bastante parado e sem qualquer tipo de ideias, até que a 15 minutos do fim Meyong reduz para 1-2 de livre direto. A equipa sadina empolgou-se e acreditava que era possível chegar ao empate, mas passados 4 minutos Varela sentencia a partida, num remate que é ainda desviado por Miguelito antes de entrar na baliza de Ricardo.

Quarta-feira o FC Porto tem em jogo a continuidade na Liga Europa, sabendo de antemão que tem de fazer história em Inglaterra. A partida está agendada para as 17h.

FC Porto obrigado a fazer história


Impossível não é, mas, no mínimo, será difícil. Depois da derrota (2-1) no Dragão, num misto de obra do acaso e mérito do adversário, a qualificação portista para os oitavos-de-final da Liga Europa passa a obedecer aos rigores de uma contabilidade delicada, que não dispensa a vitória em Manchester e impõe uma exibição perfeita, livre dos deslizes que comprometeram a defesa do título.

A estrutura surpresa do City, montada no galope de Balotelli e na elasticidade de uma estratégia que, para lá da hábil exploração do contra-ataque, tinha como prioridade atenuar a influência do meio-campo portista, encontrou a justificação em pouco minutos. Roberto Mancini, que conhece os Dragões das meias-finais de 2003, já esperava a entrada personalizada do adversário.

Sem espanto, nem receio do opositor milionário, o FC Porto depressa revelou a sua faceta autoritária, impondo o recuo inglês, ditado por presença assídua na área e muita mobilidade do tridente atacante. Não foi jogo de sentido único, longe disso. Helton revelou-se até determinante em momentos-chave, mas o domínio era claramente azul e branco.

O golo foi, por isso, uma questão de ensaio e depuração de movimentos. Quando Varela marcou, aos 27 minutos, Clichy já tinha substituído o seu guarda-redes, a um passo da linha fatal, adiando o inevitável. Sem ninguém que desempenhasse o seu papel, Hart não conseguiu, então, melhor do que um toque insuficiente perante Varela, que não perdoou, na ponta final de um lance rápido com escala no pé esquerdo de Hulk.

Só em desvantagem o Manchester City recuperou a atitude habitual, preferindo, então, a posse e chegando ao empate num lance infeliz de Alvaro, que, num só minuto, o 55.º, viu o cartão amarelo que o impede de jogar a segunda mão e assinou, inadvertidamente, um auto-golo, com a bola a bater-lhe nas costas e a trair Helton, num cruzamento aparentemente inofensivo.

O jogo voltaria à primeira forma, mas numa versão menos intensa e praticamente sem oportunidades de golo que a pudessem enriquecer. Mas, ainda assim, ele voltaria a acontecer, nos instantes finais, sem pré-aviso e depois de um deslize defensivo, que deixou Yaya Touré à vontade para oferecer, perante a saída de Helton, o 2-1 a Agüero, que baralhou ainda mais as contas delicadas da qualificação portista.


FICHA DE JOGO

FC Porto-Manchester City, 1-2
Liga Europa, 16-avos-de-final, 1.ª mão
16 de Fevereiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 47.417 espectadores

Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia)
Árbitros assistentes: Bahattin Duiran e Mustafa Eyisoy
Quarto árbitro: Suleyman Abay
Árbitros assistentes adicionais: Hüseyin Göcek e Bülent Yildirim

FC PORTO: Helton; Danilo, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Hulk (cap.) e James
Substituições: Danilo por Mangala (22m), Varela por Kléber (77m) e Mangala por Defour (89m)
Não utilizados: Bracali, Rodríguez, Djalma e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

MANCHESTER CITY: Hart; Richards, Kompany (cap.), Lescott e Clichy; De Jong e Barry; Silva, Yaya Touré e Narsi; Balotelli
Substituições: Balotelli por Agüero (78m), Silva por Kolarov (82m) e Nasri por Zabaleta (88m)
Não utilizados: Pantilimon, Pizarro, Dzeko e Savic
Treinador: Roberto Mancini

Ao intervalo: 1-0
Golos: Varela (27m), Alvaro (a.g., 55m), Agüero (85m)
Cartão amarelo: Danilo (20m), Yaya Touré (25m), Alvaro (55m), Kompany (59m), De Jong (60m), Barry (61m), Nasri (74m) e Richards (90m+3)

Final antecipada

Estádio do Dragão

Amanhã no Estádio do Dragão joga-se um verdadeiro jogo de Liga dos Campeões, ou então, uma final antecipada da Liga Europa. Os Dragões defrontam amanhã ás 20h05 os ingleses do Manchester City, que se encontram no primeiro lugar da Premier League, onde a esperança de voltarem a ganhar o Campeonato é cada vez maior.

Futebol Clube do Porto e Manchester City irão se defrontar pela primeira vez em jogos oficiais, onde só por uma vez é que os dois clubes se encontraram, na pré-época 2006/2007 (Troféu Thomas Cook). Na altura os Dragões venceram por 0-1, com o tento da vitória ter sido apontado por Adriano.

Desta vez as circunstâncias são completamente diferentes, face a uma equipa que tem melhorado de ano para ano, com as suas aquisições milionárias. Roberto Mancini dispõe de um plantel de luxo, contando com jogadores como Joe Hart, Nasri, David Silva e Aguero. A equipa inglesa no último jogo venceu no Villa Park por 0-1, mantendo a vantagem de 2 pontos para o vizinho Manchester United.

Como já se sabe, o FC Porto ainda tem um borrego para matar, que é o de vencer pela primeira vez em Inglaterra. A 1ª mão é no Estádio do Dragão, mas nos últimos anos os azuis e brancos não têm tido grandes resultados em jogos a eliminar diante de equipas inglesas, tendo que voltar à época de 2003/2004, onde na altura, a equipa de José Mourinho eliminou o Manchester United. Pode ser que seja um bom presságio.

A grande novidade da convocatório de Vítor Pereira é a inclusão de Kléber, que recuperou de uma lesão. De saída estão Janko (não pode jogar na Liga Europa) e Sapunaru.

Lista de convocados: Helton, Danilo, Lucho, Maicon, Alvaro, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Bracali e Defour.

Lendas Azuis e Brancas - Paulinho Santos

Como se afirma frequentemente, o timming é a obra do negócio. Ora, estando na ordem do dia a contratação de Paulinho Santos para o staff técnico da equipa principal do F.C. Porto, nada melhor que historiografar essa personagem tão carismática do Universo Azul e Branco. Portanto, João Paulo Maio dos Santos, mais conhecido por "Paulinho" Santos, é a Lenda Azul e Branca que iremos homenagear nesta semana.

Ao contrário do que normalmente se afirma, Paulinho Santos não começou a carreira no F. C. Porto. Natural de Vila do Conde, começou a dar os primeiros toques na bola ao serviço do Rio Ave. Realizou toda a sua formação enquanto futebolista ao serviço do clube Vilacondense. Promovido a sénior em 1990, jogou dois anos ao serviço da equipa principal do Rio Ave, perfazendo um total de 82 jogos.

A transferência para a Invicta deu-se em 1992. O trinco, desde cedo mostrou estar ciente da importância da raça e da cultura de vitória do FC Porto, sendo determinante para a conquista de, nada mais, nada menos, que 7 campeonatos nacionais! Aliás, o internacional português pode orgulhar-se de ser um dos únicos futebolistas portugueses a participar na conquista de um Penta-Campeonato nacional, durante os anos de 1994 e 1999.


Recapitulemos; Paulinho Santos chega ao FC Porto em 1992. Depressa se tornou num jogador nuclear da equipa e num dos baluartes da mística azul e branca. Realizou um total de 205 partidas para o campeonato nacional durante os seus 11 anos ao serviço do FC Porto. Foi Campeão português por 7 ocasiões (92/93; 94/95; 95/96; 97;98; 98;99 e 02/03). Para além disso, conquistou, ainda, 5 Taças de Portugal e outras tantas Supertaças Cândido Oliveira. A par do Penta Campeonato conquistado, a Taça Uefa conquistada sob as ordens de José Mourinho no ano de 2002/2003, estará no topo dos seus títulos colectivos.

A sua carreira ficou marcada por alguns episódios curiosos. Conhecido como um jogador extremamente duro, perpetuando a máximo "antes quebrar que torcer", sempre deixou a pele em campo e travou diversas rivalidades com algumas figuras do futebol nacional. Os episódios com o jogador do Benfica e Sporting, João Vieira Pinto, são extramemente conhecidos, ainda para mais, quando ambos eram colegas de selecção. Esta rivalidade perpetuada durante vários anos, foi simbolicamente ultrapassada, quando, em 2003, num dos últimos jogos da carreira de Paulinho Santos, os dois jogadores trocaram de camisola no final de um Porto-Sporting.

Durante a sua carreira, teve a oportunidade de se transferir para o Barcelona com Bobby Robson e Vítor Baía, em Junho de 1996. No entanto, permaneceu no F.C. Porto até terminar a sua carreira. Em 1999 sofreu uma grave lesão que o manteve afastado durante cerca de 6 meses que lhe acabou por retirar algum do seu brilho anterior, também por ser atormentado por recaídas até ao término da sua carreira.

Ao serviço da Selecção Nacional, participou em 30 partidas, estando presente no Campeonato da Europa de 1996, figurando entre algumas das principais figuras do futebol português, como Luís Figo, Rui Costa, João Pinto ou Vítor Baía. Curiosamente, Paulinho Santos, actuou como lateral-esquerdo nessa competição.

Regressou aos relvados no presente ano para participar na Liga Fertiberia, para os menos atentos, uma competição de ex-jogadores de alguns clubes espanhóis, que também conta com a presença dos mexicanos do América. No jogo de estreia, assinou um golo na vitória do FC Porto diante os detentores do troféu, o Sp. Gijón.

Depois de terminar a carreira como futebolista, em 2005, chega aos quadros do FC Porto. Onde permaneceu até esta época, sempre com um papel pouco conhecido para o público, como treinador adjunto das camadas jovens, alternando sucessivamente entre juniores e juvenis. Assumiu sempre um papel de destaque na transmissão da mensagem do que é Ser Porto aos jovens atletas do Dragão, como o testemunharam Ventura e Caetano na edição de hoje do OJOGO: "É um treinador muito próximo dos jogadores. Quando estive com ele, nos juvenis, toda a gente o respeitava pelo seu passado e forma de ser. Era um exemplo e incutía-nos o espírito do FC Porto. Apesar de ser o seu primeiro ano, era muito activo e interventivo em todas as áreas do treino. Ninguém o sentia inexperiente."; e ""É muito diferente como treinador do que foi como jogador: nada maldoso e amigo do amigo. É excelente pessoa e ajudava a desbloquear situações de conflito. Era muito próximo dos jogadores e muito importante na forma como falava connosco. E depois, sabe o que é ser Porto. Já na altura se falava disso.", respectivamente.

Será, como manifestamos anteriormente, uma fantástica aquisição para os quadros técnicos da equipa principal, que, certamente, ajudará a recuperar a cultura de vitória e a raça que tem estado um pouco cinzenta na presente época.

Deja-vù

Antero Henrique, suspenso por um mês, fica impedido de ir à Luz
O Conselho de Disciplina da Liga decidiu punir com 1500 euros de multa e um mês de suspensão o director-geral da SAD do F.C. Porto, Antero Henrique, bem como o director de comunicação portista, Rui Cerqueira. No processo, relativo a incidentes ocorridos no túnel do Dragão, após o F.C. Porto-U. Leiria, a mesma pena foi aplicada a Rodolfo Vaz, director desportivo da U. Leiria.

Com esta sanção, que entra em vigor a partir do momento em que os elementos penalizados forem notificados pelo CD, Antero Henrique e Rui Cerqueira vão falhar a deslocação do F.C. Porto ao estádio da Luz, para defrontar o Benfica, a 2 de Março.
IN: MaisFutebol 
Engraçado, se tivessem sido suspensos por 2 ou 3 meses se calhar ninguém dizia nada... Mas um mês é mesmo o período de tempo perfeito! O que é que isto me faz lembrar? Será o famoso túnel? Será o misterioso EstorilGate? Este ano, como já estamos habituados, vai ser contra tudo e contra todos.

Já não era sem tempo...

Paulinho Santos passa a integrar equipa técnica de Vítor Pereira

Paulinho Santos passa a partir de hoje a integrar a equipa técnica do FC Porto. A necessidade de acompanhamento dos jovens jogadores e dos atletas emprestados motivou o crescimento da equipa técnica liderada por Vítor Pereira.

Paulinho Santos tem 41 anos e foi um emblemático jogador do FC Porto, que representou durante 11 épocas, tendo conquistado 18 troféus com a camisola azul e branca, entre os quais sete campeonatos nacionais, sendo um dos atletas que estiveram do princípio ao fim na série do pentacampeonato.

António Folha, por sua vez, é o novo assistente do treinador Rui Gomes, nos Sub 19.
IN: Site oficial FC Porto



Finalmente alguém com pulso para pôr ordem na equipa. Já toda a gente percebeu que não é com Semedos que vamos lá. A mística parece estar de volta: depois de André, João Pinto e Pedro Emanuel, um líder de outros tempos volta ao balneário do Campeão Nacional como membro do staff.

25 minutos à Porto

O FC Porto goleou este domingo a União de Leiria, por 4-0, num jogo em que James, que até começou o encontro no banco, foi figura de proa. O colombiano marcou um golo e fez duas assistências, uma delas para Janko abrir o marcador, face a um adversário que trouxe para o relvado do Dragão o seu “autocarro” e obrigou Helton a uma única defesa. A luta pela Liga continua em Setúbal, daqui a uma semana.

No papel, a União de Leiria até se apresentava com audácia, mas no relvado ficou-se pela postura expectante. Os três defesas (Manuel Curto, Haas e Edso) foram quase sempre cinco, porque os laterais pouco subiam; os dois alas do suposto trio de ataque tiveram quase sempre maior preocupação em acompanhar os laterais do FC Porto; e os dois médios (Marcos Paulo e Ogu) raramente subiam no terreno. Na frente – e mesmo assim preocupado em estorvar a acção de Fernando –, só Bruno Moraes.

Por isso, a posse de bola foi esmagadoramente portista, se bem que os Dragões tenham encontrado naturais dificuldades em circular a bola, face a um autêntico “muro” erigido por Manuel Cajuda. Na primeira parte, os azuis e brancos dispuseram de três situações claras para chegar ao golo: um remate de João Moutinho (14 minutos), defendido por Oblak, e dois de Janko, após assistências de Hulk e Alvaro (33 e 38). No segundo dos lances protagonizados pelo ponta de lança austríaco, foi novamente Oblak a evitar que o marcador fosse inaugurado.

Da primeira parte, há ainda a registar as constantes entradas da equipa médica leiriense, procurando quebrar o ritmo de jogo. Mas a equipa azul e branca não se pode queixar destes obstáculos já habituais e sabia que, no segundo tempo, precisava de acelerar o ritmo da partida.

Foi assim que os Dragões iniciaram a segunda parte, em que o adversário se viu reduzido a dez unidades aos 48 minutos, por expulsão de Shaffer, após entrada violenta sobre João Moutinho. Os leirienses recuaram ainda mais no terreno, com o avançado Bruno Moraes a ser substituído por Tiago Terroso. Ainda antes de chegar ao golo, o FC Porto viu-lhe ser negado mais um penálti, um “clássico” nos dias que correm: Hulk foi abalroado por Tiago Terroso, aos 63 minutos.

O golo chegaria três minutos depois, já com James em campo, no lugar de Varela. Vítor Pereira percebeu que o colombiano poderia ser útil para encontrar espaços no meio de um bloco muito baixo, e foi assim que sucedeu. No lance do 1-0, o FC Porto circulou a bola com paciência e João Moutinho rasgou pela defesa leiriense e serviu James, que tocou para Janko encostar. Foi o segundo golo do reforço portista em dois jogos. Oblak continuou a fazer “milagres”, mas foi incapaz de evitar o segundo tento do FC Porto: o esloveno ainda parou o primeiro remate de Lucho, que foi assistido por Hulk, mas não a recarga de James. Aos 74 minutos, a partida ficou sentenciada.

João Moutinho encheu o campo até aos 80 minutos, quando cedeu o seu lugar a Defour, mas seria já sem o seu contributo que o marcador chegaria ao 4-0. Alvaro, que bem mereceu o golo pelo ritmo que impôs ao corredor esquerdo, fez o 3-0, servido por Djalma, que acrescentou velocidade aos minutos finais do Dragão. O uruguaio apareceu com um autêntico ponta de lança na área leiriense, mas Maicon não lhe ficaria atrás. Na resposta a um livre apontado por James, cabeceou com autoridade para o 4-0.

Antes da viagem a Setúbal, o FC Porto recebe o poderoso Manchester City (quinta-feira, 20h05), no regresso das competições europeias. A julgar pela exibição da segunda parte, os Dragões estão preparados para os desafios que se seguem.

Ficha de jogo

FC Porto-UD Leiria, 4-0
Liga 2011/12, 18.ª jornada
12 de Fevereiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.829 espectadores

Árbitro: Rui Silva (Vila Real)
Assistentes: Álvaro Mesquita e Bruno Trindade
Quarto árbitro: Fernando Lopes

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Mangala e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Janko e Hulk (cap.)
Substituições: Varela por James (60m), João Moutinho por Defour (80m) e Hulk por Djalma (84m)
Não utilizados: Bracali, Cristian Rodríguez, Sapunaru e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

UD LEIRIA: Oblak; Manuel Curto, Haas e Edson; Ivo Pinto, Marcos Paulo (cap.), Ogu e Shaffer; Robinho, Bruno Moraes e Elvis
Substituições: Bruno Moraes por Tiago Terroso (53m), Robinho por Luís Leal (61m) e Elvis por Djaniny (70m)
Não utilizados: Luiz Carlos, Rúben Brígido, Marco Soares e Cacá
Treinador: Manuel Cajuda

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Janko (66m), James (74m), Alvaro (86m) e Maicon (89m)
Cartões amarelos: Varela (27m), Janko (60m), Alvaro (79m) e Ogu (88m)
Cartões vermelhos: Shaffer (48m)
IN: Site oficial FC Porto

FC Porto vs União de Leiria - 11 inicial

Em conferência de imprensa, Vítor Pereira fez a antevisão da recepção à UD Leiria (domingo, 20h15), e reforçou a ideia de que a equipa está num caminho de crescimento. Com a integração plena dos reforços Danilo, Lucho e Janko, o técnico pretende não só ganhar os três pontos, mas também oferecer aos adeptos "um jogo de qualidade".

Depois do jogo anterior, frente ao Vitória de Setúbal, disse que a equipa poderia melhorar. Espera que essa melhoria continue frente à UD Leiria?
Com os ajustamentos que fizemos no mercado estamos mais equilibrados. Estamos em condições de evoluir em termos de qualidade de jogo. Frente ao Setúbal tivemos alguns momentos de grande qualidade e esperamos que a equipa dê sequência a isso e possa evoluir.

Referiu que o Maicon como defesa direito dava equilíbrio à equipa. Como o poderá manter se colocar o Danilo a lateral direito e o Hulk à sua frente?
Teremos de encontrar outra forma de equilibrar a equipa. Com o Maicon tínhamos uma tendência de dinâmica mais forte e basculação do lado esquerdo. Temos de nos equilibrar de outra forma, com os dois corredores mais dinâmicos, mas ainda bem que assim é.

Com o Janko, o FC Porto recupera alguma identidade e vai atacar de maneira diferente?
Privilegiamos o jogo ofensivo e queremos dinâmica nos três corredores. Temos a possibilidade de jogar pelo chão, mas também podemos recorrer ao jogo aéreo, o que já era possível com o Kléber. Temos ainda o Lucho, o Danilo à direita. Estamos em condições de produzir um jogo de maior qualidade.

Que análise faz ao adversário?
A UD Leiria é a única equipa da Liga que joga numa estrutura de 3-4-3, em termos de ataque, a toda a largura do campo. Esse sistema só é usado por quem pensa o jogo de forma ofensiva e aberta. Reconheço que é uma estrutura de largura total, com dois alas que se projectam bem. Acho que é de louvar quem pensa o jogo dessa forma. Acredito num bom jogo, com a UD Leiria a jogar com qualidade mas provavelmente a defender de outra forma. É uma equipa com carácter positivo.

Hulk vai jogar?
Não posso responder, porque estaria a quebrar a regra de que os jogadores são os primeiros a saber.

Preocupa-o ter o SC Braga a três pontos?
A minha preocupação é ganhar o próximo jogo à UD Leiria. É nisso que nos vamos focar: queremos ganhar três pontos, de preferência com um jogo de qualidade, que entusiasme. Queremos criar uma onda positiva em volta da equipa.

Com os novos reforços, prevê-se um FC Porto muito mais forte do que o da primeira volta. O que promete?
Prometo trabalho e procurar evidenciar um jogo de qualidade. Não temos lesionados, à excepção do Rafa. Estamos em condições de praticar um jogo de maior qualidade e lutar pelo título.

O Souza vai jogar no Grêmio de Porto Alegre?
Ele já viajou, à procura de mais oportunidades. Sentia que aqui era difícil jogar mais, que não estava a ter o tempo de jogo que achava justo e que pretendia. Consideramos que é uma saída que não desequilibra o plantel e a administração permitiu a sua saída.

A selecção tem um jogo amigável agendado para dia 29, frente à Polónia, e dois dias depois há um Benfica-FC Porto. O FC Porto foi consultado? O que pensa disso?
Não vou falar a uma distância tão grande do jogo, mas do meu ponto de vista isto não defende o futebol. Para preparar o jogo era importante termos os jogadores todos disponíveis. Quando acontece esta situação, mais de metade do plantel vai para as selecções e assim não se defende o futebol.

Foi consultado?
Eu não fui, mas estes são os regulamentos. Lamento que não haja um calendário que defenda os interesses do futebol.

Com as saídas de três jogadores do meio campo, pensa recorrer a Danilo e James nesse sector? Há alternativa a Fernando?
O James pode jogar a “10” e o Danilo também pode jogar no meio campo. São soluções válidas. A qualidade dos nossos médios permite que tenhamos uma dinâmica diferente, sem o Fernando, mas apresentando na mesma um jogo de qualidade, equilibrando a equipa de outra forma.

Vê o Kléber menos motivado com chegada do Janko?
O Kléber é um jogador de qualidade e vai prová-la no FC Porto. Vejo-o a trabalhar com motivação, a querer evoluir nos comportamentos. Estou satisfeito com o seu trabalho e profissionalismo e conto com ele para o resto da época.

Espera resolver o jogo cedo tendo em vista a recepção ao Manchester City, na quarta-feira?
Para vencer no domingo, teremos de ser consistentes ao longo dos 90 minutos. Temos de manter a qualidade de jogo e a concentração. Não nos podemos dar ao luxo de baixar o andamento. Sabemos a importância do jogo e é preciso garantir os três pontos.
IN: Site oficial FC Porto

Lendas Azuis e Brancas - Lucho Gonzalez

«Se não fosse o F.C.Porto terminava a época no Marselha. Regresso ao clube que amo». Foi com esta mensagem que Luís Oscár González se despediu dos adeptos do clube frances. Um discurso curto, mas que diz tudo acerca de mais uma das nossas Lendas.

Muitos vaticinavam que Lucho já não era o mesmo: estava mais velho, já não daria à equipa aquilo que outrora deu, em suma, vinha apenas para liderar o balneário. Mas o que toda a gente se esqueceu foi que Lucho não joga com os pés, joga com o cérebro. Por isso, ainda é natural vê-lo em todos os sítios do campo onde é necessário sem sequer gastar uma gota de suor. Deschamps descreveu a sua saída do Marselha como uma «aberração». Eu afirmaria com todo o vigor que a sua entrada no FC Porto foi um milagre. Vamos por pontos.

Desde cedo se percebeu que o resgate de Lucho (além de trazer um médio criativo de luxo - para os mais atentos, constituía, mais até do que o problema do ponta-de-lança, a principal lacuna deste FC Porto) devolvia a esperança aos adeptos portistas. Não falo da esperança em revalidar o título, porque essa, acredito, que nunca se desvaneceu. Falo na esperança de que afinal ainda há portistas a sério. Que não têm um preço, como o Colectivo 95 descreveu tão bem nas suas faixa. Se um jogador estrangeiro aceita reduzir o seu salário para menos de metade, quando tinha propostas muito mais vantajosas em cima da mesa, para poder regressar ao clube que aprendeu a amar, porque não iríamos nós voltar a acreditar que ainda existem portistas nos nossos relvados? Afinal, nem tudo se perdeu com a materialização do futebol.

Lucho também devolveu os adeptos à equipa. Numa semana em que o ambiente andou crispado entre a massa adepta e os nossos jogadores, a chegada de Lucho levou quase 30 mil pessoas ao estádio (um feito, tendo em conta as mais recentes assistências em jogos da Taça da Liga). 30 mil que nunca assobiaram, em vez disso, aplaudiram Lucho e o resto da equipa. Em síntese, além de toda a qualidade, mais do que evidente, que El Comandante trouxe à equipa, devolveu um sorriso aos adeptos e aproximou os adeptos da equipa.

Luís Oscár González nasceu em Buenos Aires, e quis o destino que se tornasse um adepto incondicional do River Plate, clube que acabou por representar antes do seu ingresso no Dragão. Mas temos de recuar ainda mais. Lucho começou a dar os primeiros toques na bola ao serviço do Huracán, já com 14 anos feitos. Com apenas 18 anos estreou-se na equipa principal do clube argentino, onde permaneceu durante 3 épocas. Pelo meio ainda desceu de divisão, mas ajudou no seu resgate à Primeira Divisão Argentina, completando ao longo desses 3 anos 94 jogos e 10 golos.

As suas prestações depressa despertaram o interesse de um dos maiores clubes argentinos: o River Plate. Chegou em 2002 e, por coincidência, aí permaneceu outras 3 épocas. Que foram suficientes para que Lucho afirmasse que desejaria terminar lá a sua carreira, no clube que sempre torceu. O que mudou, então, para que mudasse a sua decisão? Antes disso, convém referir que Lucho ajudou a devolver o título aos adeptos Millionarios, em 2003 e 2004. Assinou 17 golos em 82 jogos e, pelo meio, ainda conseguiu tornar-se presença assídua na selecção argentina.

Em 2005 chega ao Dragão. A sua contratação havia sido acertado uma época antes, no Verão de 2004/2005, no entanto, o FC Porto preferiu deixá-lo mais uma temporada ao serviço do River Plate para continuar o seu crescimento enquanto jogador. O FC Porto apenas comprou 50% do seu passe, facto relevante, para observar o presságio que Lucho viria a concretizar no presente ano - lá chegaremos.

Chegou ao Reino do Dragão e aí permaneceu durante 4 épocas, sendo determinante na conquista do Tetra Campeonato. 143 jogos pelo FC Porto e uma marca impressionante de 31 golos, alguns dos quais absolutamente deliciosos (um deles chegou a ser considerado um dos melhores golos da Champions de 2006/2007). Além dos 4 títulos nacionais, conquistou ainda duas Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido Oliveira. A sua despedida não foi a mais desejada. Na segunda mão dos quartos-de-final da Champions League, contra o Manchester United, lesiona-se com gravidade e acaba por falhar o resto da temporada. O jogo terminou empatado a duas bolas, mas o Manchester United prosseguiria em frente ao vencer por uma bola a zero no Dragão, com um grande golo apontado por Cristiano Ronaldo.

Antes de contar a sua saída, resta-me ressalvar um aspecto determinante do amor que desde cedo demonstrou pelo clube que veste de azul e branco. Na pré-temporada de 2007/2008, quando este se encontrava ao serviço da Selecção na Copa América, vários clubes manifestaram o interesse na sua contratação: Real Madrid, Everton ou Valência foram alguns dos visados. No entanto, de imediato, Lucho fechou a porta da saída, manifestando uma enorme vontade em permanecer no plantel.

Retomando a narrativa, na pré-época de 2009/2010, os adeptos azuis e brancos receberam a notícia que menos desejavam: Lucho de saída para o Marselha. Toda a gente ficou perplexa, como poderia sair para um clube que não tinha a dimensão do F.C. Porto? A resposta é simples: Lucho pediu 400 mil euros mensais como forma de o Marselha desistir da sua contratação. No entanto, os franceses acenaram imediatamente com o dinheiro. Lucho, que afirmou que levava para sempre o FC Porto no coração e assumia o desejo de terminar a sua carreira com o Dragão tatuado na pele, viu-se obrigado a aceitar as condições marselhesas. Além do mais, os 18M€ que o Porto encaixaria no imediato, além de mais 6M€ em variáveis, foram determinantes para a sua decisão, como o próprio acabou por manifestar.

Em França, Lucho voltou a ser um luxo. Em 2 épocas e meia, marcou presença em 119 jogos e assinou 21 golos. Ajudou na conquista, há muito esquecida, de um título frances, e ainda duas Taças da Liga Francesa e uma Taça de França. Rapidamente conquistou um lugar de peso no clube e no balneário, e, por isso, a sua saída foi tão sentida. Como vários colegas de equipa afirmaram, Lucho só falava no seu regresso ao Dragão. Queria voltar a jogar de azul e branco, custasse o que custasse. E isso custou-lhe reduzir o seu salário para menos de metade...

Pinto da Costa afirmou outrora que, Lucho González, foi um dos elementos do FC Porto que mais lhe custou ver partir. Esta simbiose depressa trouxe o internacional argentino por 43 vezes (7 golos; Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 2004; Apuramento e participação no Mundial de 2006 - Quartos-de-final; 2º Lugar na Taça das Confederações de 2005; e, finalmente, 2º lugar na Copa América de 2007) de volta aos relvados do Dragão.

Porque «para uns ser Dragão a vida toda tem um preço. Para ti, não. Bienvenido [de volta] El Comandante».